Anunciar no Google vale a pena? Quanto custa de verdade
Um clique de desentupidora custa em média R$ 57 no Google. Veja quanto custa anunciar no Google, quanto investir por mês e quando o anúncio vira cliente.
Pedro Moura
Fundador da Ekoa

R$ 57,56. É quanto custa, em média, um único clique na palavra "desentupidora" no Google, no Brasil. Esse dinheiro não compra serviço nem cliente: compra só o toque de alguém no seu anúncio (Planejador de Palavras-chave do Google, outubro de 2026, ver Fontes & Estudos).
"Caça vazamento" sai por R$ 18,97 o clique. "Encanador", R$ 14,36. "Eletricista", R$ 7,86. Quanto mais urgente o problema de quem procura, mais caro o Google cobra pra você aparecer na frente dele.
E aí vem a pergunta que todo dono de empresa de serviço faz um dia: anunciar no Google vale a pena, ou é jogar dinheiro num buraco que nunca enche?
Vale. Só que quem decide é o que acontece nos três minutos depois do clique, e esses três minutos o painel do Google não mostra.
Como o Google cobra pelo anúncio?
Anunciar no Google é pagar pra aparecer nos primeiros resultados quando alguém busca o serviço que você faz, na região que você atende. Você só paga quando a pessoa clica no anúncio ou toca no botão de ligar. Se ninguém clica, não sai nada. É o tal do custo por clique.
O controle do gasto é por orçamento diário. Você define quanto quer gastar por dia, e o Google garante que o total do mês não passa desse valor multiplicado por 30,4, que é a média de dias de um mês. Num dia de muita busca, ele pode gastar até o dobro do orçamento diário, e compensa nos dias fracos (Ajuda do Google Ads, 2026, ver Fontes & Estudos).
Na prática: se você coloca R$ 50 por dia, o teto do mês é R$ 1.520. Pode ter dia de R$ 90 e dia de R$ 20. O boleto do mês não passa disso.
Quanto custa anunciar no Google por mês?
Quanto custa anunciar no Google é decisão sua. Não existe mensalidade mínima. O que existe é um ponto abaixo do qual o dinheiro rende tão pouco clique que você não consegue nem saber se funcionou.
Olha quantos cliques cada orçamento compra, usando as médias do Planejador de Palavras-chave pra três ofícios:
| Orçamento | Teto no mês | Eletricista (R$ 8) | Caça vazamento (R$ 19) | Desentupidora (R$ 57) |
|---|---|---|---|---|
| R$ 20 por dia | R$ 608 | cerca de 76 cliques | cerca de 32 cliques | cerca de 10 cliques |
| R$ 50 por dia | R$ 1.520 | cerca de 190 cliques | cerca de 80 cliques | cerca de 26 cliques |
| R$ 100 por dia | R$ 3.040 | cerca de 380 cliques | cerca de 160 cliques | cerca de 53 cliques |
Repara na última coluna. Com R$ 608 no mês, o desentupidor compra dez chances. Dez. Se duas delas tocarem num telefone que ninguém atende, o mês já começou no vermelho.
E o preço do clique muda de cidade pra cidade, conforme quantos concorrentes disputam a mesma palavra. A média nacional serve como régua, não como orçamento fechado: o próprio Planejador mostra o valor da sua região antes de você gastar um real.
Por que o cliente do Google é o mais caro e o mais impaciente?
Porque quem chega pelo Google está com o problema acontecendo agora e costuma chamar mais de uma empresa ao mesmo tempo. O clique é caro porque a intenção é alta, e a paciência é curta pelo mesmo motivo.
Quem chega pelo Google não estava rolando a tela à toa. Ele digitou "caça vazamento perto de mim" porque tem água brotando no rodapé da sala agora. A conta de água veio o triplo. O vizinho de baixo já reclamou.
Esse é o cliente mais quente que existe. E é justamente por isso que ele é o mais impaciente. Ele não clicou só em você. Clicou em você, no segundo e no terceiro resultado. Quem atender primeiro marca a visita.
Tem estudo medindo isso. Um levantamento da Harvard Business Review com 2.241 empresas mostrou que quem responde em até uma hora tem quase sete vezes mais chance de avançar com o contato do que quem responde depois disso, e só 37% das empresas respondiam dentro da primeira hora (Oldroyd, McElheran e Elkington, HBR, 2011, ver Fontes & Estudos). A InsideSales mediu que a chance de conseguir falar com a pessoa despenca quando o retorno passa de 5 pra 30 minutos (InsideSales, 2007, ver Fontes & Estudos).
No Instagram, a pessoa que viu seu post espera um dia sem reclamar, porque nem estava procurando. No Google, ela não espera nem o tempo de você lavar a mão. Quanto tempo de espera ainda segura o cliente está em tempo de resposta no WhatsApp.
A conta que decide se o anúncio no Google vale a pena
Anunciar no Google vale a pena quando o custo de cada cliente fechado fica bem abaixo do lucro do serviço. E esse custo depende menos do anúncio do que da velocidade de quem atende. Dá pra ver isso numa conta só.
O Robson faz caça vazamento e encanamento numa cidade do interior. Tem dois ajudantes na rua e a Cida, esposa dele, atendendo telefone e WhatsApp das 8h às 18h. Coloca R$ 50 por dia no Google. Teto do mês: R$ 1.520.
Vamos fazer a conta com números redondos e ilustrativos. A R$ 19 o clique, R$ 1.520 compram uns 80 cliques. Digamos que 1 em cada 4 vire ligação ou mensagem: 20 contatos no mês, a R$ 76 cada.
Mês A: todo contato atendido em minutos. A Cida pega na hora, e quem chama fora do horário recebe resposta logo cedo. Se fecham 1 em cada 3, são uns 7 serviços. Cada cliente custou cerca de R$ 217 de anúncio.
Mês B: metade dos contatos chega na hora errada. Sábado à tarde, depois das 18h, no horário do almoço da Cida. Esses 10 só recebem retorno horas depois, e quase todos já marcaram com outro. Dos 10 atendidos na hora fecham 3, dos atrasados fecha 1. São 4 serviços. Cada cliente custou R$ 380.
Mesmo anúncio. Mesma palavra-chave. Mesmo R$ 1.520. O cliente ficou 75% mais caro por um motivo que não aparece em nenhum relatório do Google.
E a conta da Cida é a de quem tem estrutura. Ela atende umas 44 das 168 horas da semana, e vazamento não escolhe horário comercial. Se você toca tudo sozinho, a conta piora de outro jeito: o telefone toca quando você está deitado embaixo da pia com o cano aberto, e o anúncio que você pagou cai na caixa postal.
É a frase que este blog repete desde o primeiro texto: mais anúncio em cima de balde furado é só acelerar o prejuízo. A conta inteira está em por que anunciar mais não resolve.

Google Ads ou Instagram: qual usar pra serviço local?
Pra serviço de urgência, o Google rende mais. Pra serviço que a pessoa planeja e adia, o Instagram costuma sair mais barato. Os dois funcionam, só que fazem trabalhos diferentes.
| O que importa | Anúncio no Google | Anúncio no Instagram |
|---|---|---|
| Quem vê | Quem está procurando o serviço agora | Quem estava rolando a tela |
| Temperatura do cliente | Quente: tem o problema hoje | Morna ou fria: pode adiar |
| Custo do contato | Mais caro por clique | Mais barato por pessoa alcançada |
| Paciência pra esperar resposta | Minutos | Horas, às vezes um dia |
| Serviço que combina | Urgência: vazamento, entupimento, pane elétrica | Serviço que se planeja: pintura, jardim, limpeza de estofado |
Se o seu serviço é de urgência, o Google é o lugar. Se é serviço que a pessoa adia até ver uma foto bonita, o Instagram costuma render mais por real. A lógica do outro lado está em vale a pena impulsionar post no Instagram.
Antes dos dois, existe a vitrine grátis: o seu perfil da empresa no Google, com avaliação, foto e área de atendimento certa. Anúncio que leva pra ficha sem avaliação é anúncio que paga pra mostrar uma vitrine vazia. O passo a passo está em como aparecer no Google Meu Negócio.
O semáforo antes de ligar o anúncio
Marca a cor que descreve o seu atendimento hoje:
🟢 Verde: toda ligação e mensagem recebe resposta em minutos, inclusive à noite e no fim de semana. Quem atende anota de onde veio cada contato, e você confere toda segunda quantos viraram serviço. Pode anunciar: o balde segura o que o Google despejar.
🟡 Amarelo: de segunda a sexta, no horário comercial, alguém atende bem. Fora disso, o contato espera. Se você toca sozinho, é o seu retorno no fim do dia. Dá pra anunciar com orçamento pequeno e o anúncio programado só pro horário em que tem gente atendendo. Mas você vai pagar caro pelos clientes que chegam fora dele.
🔴 Vermelho: tem ligação perdida de ontem sem retorno e você não sabe quantos pedidos entraram no mês passado. Cada real no Google vai comprar cliente pro concorrente que atende mais rápido. Aparecer mais não conserta isso.
O jeito velho de anunciar no Google é aumentar a verba quando o resultado cai. O jeito novo começa pelo outro lado: primeiro garante que nenhum contato pago fica sem resposta, depois abre a torneira.
O que o painel do Google não mostra
O Google mostra clique, custo e ligação recebida. Não mostra a ligação que tocou até cair, nem a mensagem que ficou parada enquanto a Cida estava no almoço. E a pesquisa Pulso do Sebrae, de 2026, mostrou que o WhatsApp é o principal canal de vendas de 82% dos pequenos negócios brasileiros (Sebrae/Pesquisa Pulso, 2026, ver Fontes & Estudos). O anúncio acende a conversa, mas a venda acontece nela.
Existe um jeito de essa conversa nunca ficar sem dono. É parte do que o A.L.I.A. monta na sua operação, a partir de um estudo do seu ofício: a primeira resposta sai em menos de um minuto, no jeito de falar de quem conhece vazamento e entupimento, o orçamento é perseguido em cinco toques até o cliente dizer sim ou não, e o extra certo entra no orçamento na hora certa. Com isso no lugar, você abre a torneira do anúncio sabendo que o que entra fica no balde.
Antes de decidir quanto colocar no Google, faz a conta na calculadora. Cinco controles com os seus números e você vê, em reais, quanto o balde perde por mês do jeito que está. Se o número incomodar, o plano Transborde Seu Balde™ mostra a ordem certa: tapar os furos primeiro, abrir a torneira depois.
Perguntas frequentes sobre anunciar no Google
No Google, você não paga pelo cliente. Paga pela chance de atender primeiro.





