Quanto custa um site para empresa de serviço?
Site institucional vai de R$ 800 a R$ 15 mil no Brasil. Antes de escolher o orçamento, veja a conta que decide se o site traz cliente ou só queima caixa.
Pedro Moura
Fundador da Ekoa

Três orçamentos abertos na mesa da cozinha. Um freelancer indicado pediu R$ 900. Uma agência mandou uma proposta linda de R$ 8.200. E um sobrinho que "mexe com isso" falou em R$ 300 e um prazo que ninguém acredita. Você olha os três, coça a cabeça e faz a única pergunta que parece importar: qual desses vale a pena?
Só que essa é a pergunta errada. E é ela que faz o dono de serviço gastar caro no lugar errado.
A pergunta certa vem antes do preço. É se o site é mesmo o buraco por onde o seu cliente está escapando. Porque tem gente pagando R$ 8 mil para consertar uma coisa que não estava quebrada, enquanto o furo de verdade continua vazando de graça.
As faixas de preço, sem enrolação
Vamos ao número que você veio buscar. Site tem preço de tudo, e a diferença entre as faixas não é firula, é o quanto de trabalho tem por trás.
| Quem faz | Faixa de preço | O que você leva |
|---|---|---|
| Você mesmo, num construtor (tipo Wix) | R$ 20 a R$ 100 por mês | Você monta sozinho, com modelo pronto. Rápido e barato, dá trabalho seu. |
| Freelancer | R$ 800 a R$ 8.000 | Alguém faz por você. Site institucional que apresenta o serviço. Faixa inicial resolve para a maioria. |
| Agência | R$ 5.000 a R$ 15.000 ou mais | Equipe de design, texto e SEO, com suporte depois. Compensa quando o site é canal de venda de verdade. |
Repara que a mesma frase, "quero um site", pode custar cem reais ou quinze mil. O que muda é quanto do trabalho é seu e quanto é dos outros. Nenhuma faixa é golpe, e nenhuma é milagre. Cada uma entrega uma coisa diferente.
Para empresa de serviço local que está começando, a verdade incômoda é essa: o construtor barato ou o freelancer de faixa inicial já entrega tudo que você precisa para ter aparência séria. O site de R$ 8 mil só começa a fazer sentido quando o site é o lugar onde a venda acontece, com tráfego, loja, catálogo. Não é o seu caso hoje.
O preço do orçamento não é o preço do site
Agora a parte que nenhum dos três orçamentos deixou clara: o valor que está no papel é só a entrada.
Site tem três custos que ficam ligados para sempre, e que quase ninguém coloca na proposta inicial. O domínio, que é o endereço, tipo seunegocio.com.br, custa uns R$ 40 a R$ 60 por ano. A hospedagem, que é o que mantém o site no ar, vai de R$ 15 a R$ 150 por mês, e sobe conforme o site cresce. E a manutenção, para atualizar, corrigir e não deixar o site virar uma página quebrada de 2023.
Junta tudo e cai a ficha: site não é um gasto de uma vez. É uma assinatura. Você paga para criar e continua pagando para manter no ar. Quem vende site adora falar do preço de fazer e some na hora de falar do preço de manter.
Nada disso quer dizer que você deva ficar sem site. Quer dizer só que não vale gastar mais do que precisa numa coisa que vai cobrar de você todo ano.
A conta que nenhum orçamento mostra
Aqui está a virada. É ela que devia decidir qual dos três orçamentos você assina.
O custo do site é visível e acontece uma vez. Você assina o orçamento, sente no bolso, e pronto, está feito. Dói, mas é um dói só.
O custo de perder cliente por não responder é invisível e acontece todo mês. Ninguém te manda um boleto de "clientes que você perdeu essa semana". Mas eles saíram. E, ao contrário do site, esse custo não para nunca. Ele volta em fevereiro, em março, em todo sábado à tarde que uma mensagem fica sem resposta.
Faz a conta de padeiro. Um cliente de serviço que você perde por demorar a responder vale, digamos, R$ 400. Se escapam quatro por mês, e é fácil escapar mais que isso, são R$ 1.600 por mês. Em um ano, R$ 19.200 vazando. Mais que o site de agência mais caro dos seus três orçamentos. Só que esse gasto não tem orçamento na mesa, porque ninguém te mostra a conta do que não aconteceu.
E os dados batem na mesma tecla. A pesquisa Pulso do Sebrae, de 2026, ouviu mais de oito mil donos de pequenos negócios e achou o óbvio que a gente insiste em ignorar: o WhatsApp é o principal canal de vendas de 82% deles, na frente de rede social, de marketplace e de loja própria (Sebrae/Pesquisa Pulso, 2026, ver Fontes & Estudos). Ou seja: a venda acontece na conversa, não na página bonita. Você está prestes a pagar caro pelo lugar onde o cliente menos fecha.

De um lado, o gasto que você enxerga e assina. Do outro, o gasto que ninguém soma e que pesa mais. É por isso que o dono decide errado: ele briga pelo preço do prato leve e ignora o prato pesado.
O site rápido e feio ganha do site lindo e lento
Tem um detalhe que faz o orçamento caro render menos, não mais. Site bonito costuma ser site pesado. Foto grande, vídeo de fundo, animação, tudo aquilo que impressiona no computador da agência trava no celular do cliente, que é onde a venda de serviço acontece.
E aqui o número dói. O Google mediu quem navega no celular e mostrou que mais da metade das visitas é abandonada quando a página demora mais de três segundos para abrir (Think with Google, 2018, ver Fontes & Estudos). Quer dizer: metade da gente que você atraiu vai embora antes da capa cara terminar de carregar.
Pensa na ironia de pagar R$ 8 mil para impressionar e o cliente nunca chegar a ver a parte impressionante. Um site simples que abre num piscar vende mais que um deslumbrante que faz o cliente olhar pra ampulheta. Na hora de escolher a faixa, velocidade vale mais que enfeite.
Onde o dinheiro rende de verdade
Se o site não é o furo, para onde vai o dinheiro que sobra? Para os dois lugares que decidem a venda de serviço local, e que custam pouco ou nada.
O primeiro é a sua ficha no Google Meu Negócio. É de graça, e é lá que o cliente da sua cidade escolhe antes de abrir site nenhum. Como arrumar isso passo a passo está em como aparecer no Google Meu Negócio da sua cidade.
O segundo é a resposta. É o que transforma a visita, venha ela do site ou do Google, em cliente. A Harvard Business Review mostrou, num estudo que virou referência mundial, que a chance de qualificar um contato despenca nos primeiros minutos de silêncio (Oldroyd, McElheran e Elkington, 2011, ver Fontes & Estudos). O site entrega a pessoa na porta. Quem decide se ela entra é a velocidade com que alguém atende. A conta inteira desse furo está em por que você está perdendo cliente no WhatsApp.
Pagar num site antes de arrumar esses dois é pintar a fachada de um balde furado. Fica lindo por fora e continua vazando por baixo. Quem quer parar de perder cliente tapa os furos do balde primeiro, e só depois pensa em deixar a fachada mais bonita.
Você está no verde, no amarelo ou no vermelho?
Antes de escolher qual orçamento assinar, marca a cor honesta da sua operação hoje:
🟢 Verde: sua ficha do Google está em dia com avaliações, quem te chama recebe resposta em 1 minuto a qualquer hora, e o que você tem hoje abre rápido no celular. Aqui, sim, gastar num site melhor pode somar. Você tem vendedor atrás da vitrine.
🟡 Amarelo: você tem um perfil ou um site velho, mas a resposta depende de você ver o celular e a ficha do Google está largada. Você atrai gente e perde no silêncio. Gastar em site agora é arrumar a moldura antes do quadro.
🔴 Vermelho: você acha que vende pouco porque não tem site, e está com o dedo no orçamento mais caro. Cuidado: site novo por cima de atendimento furado é dinheiro jogado fora com fachada nova. Arruma a resposta e o Google primeiro.
Se você marcou amarelo ou vermelho, guarda o cartão. O que falta não é site. É processo. E processo, ao contrário de site, não fica velho nem precisa ser refeito a cada dois anos.
O jeito velho e o jeito novo de decidir o site
Existe um jeito velho de escolher orçamento de site. E existe um jeito novo.
Jeito velho: o telefone não toca, o dono conclui que falta site, e vai atrás de três orçamentos. Escolhe pelo preço, ou pela proposta mais bonita, paga, espera. O site fica no ar, o telefone continua quieto, porque o furo nunca foi de site. Aí ele acha que o site ficou simples demais e pensa em refazer, mais caro.
Jeito novo: antes de pedir orçamento, o dono descobre onde está o furo. Arruma a ficha do Google, de graça. Organiza a resposta para chegar na hora. E só depois, com o cliente já sendo bem atendido, decide quanto faz sentido gastar num site, sabendo que agora ele soma em vez de mascarar. Aí até o site barato rende, porque tem um atendimento bom atrás dele.
A diferença entre os dois não é dinheiro. É ordem. O jeito velho compra vitrine para esconder o vazamento. O jeito novo tapa os furos do balde e depois escolhe a vitrine que couber.
A vitrine que você vai poder pagar à vista
Quando a resposta estiver em ordem, a conta do site muda de figura. Aquele orçamento que hoje pesa vira uma escolha tranquila, porque você não vai mais depender dele para vender. O site passa a ser o que sempre deveria ter sido: um cartão de visita bonito, não a tábua de salvação.
E a resposta na hora, a triagem de quem chama, o retorno de quem pediu orçamento e sumiu, é exatamente isso que o A.L.I.A. coloca para trabalhar 24 horas no seu WhatsApp, sem depender de você ver o celular no meio de um serviço. Não é para substituir o site. É para fazer o que site nenhum faz: atender quem ele atraiu. Como isso funciona sem virar robô está em WhatsApp que responde sozinho sem virar robô.
Antes de assinar qualquer um dos três orçamentos, faz o Raio-X do Balde. São 4 minutos e 7 perguntas. No fim, você vê em reais quanto está vazando hoje e descobre se o seu dinheiro rende mais num site novo ou em tapar o furo que ninguém colocou na proposta.
Site você escolhe pelo preço. Cliente, você perde pelo silêncio.





